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17 Abr 2019

| diretora: Edite Estrela

EDIÇÃO DIGITAL DIÁRIA DO ÓRGÃO OFICIAL INFORMATIVO DO PARTIDO SOCIALISTA

Obra de requalificação do IP3
Revitalização do Interior avança no terreno
AUTOR

Rui Solano de Almeida

DATA

18.01.2019

FOTOGRAFIA

dr

Revitalização do Interior avança no terreno

O Interior do país não pode ser apenas objeto de atenção nas épocas complicadas de incêndios, alertou esta manhã em Mortágua, no distrito de Viseu, o primeiro-ministro, garantindo que as medidas que o Governo tem vindo a aprovar estão já a criar as condições para que a revitalização do Interior “não seja apenas uma soma de palavras”.

 

O primeiro-ministro esteve esta manhã em Mortágua, no distrito de Viseu, para presidir à cerimónia de assinatura do contrato de adjudicação da primeira fase das obras de requalificação do IP3, obra orçada em 12 milhões de euros, tendo na ocasião reafirmado que a reabilitação desta estrada e a sua transformação em cerca de 85% com perfil de autoestrada, ligando as duas principais cidades da região Centro, Coimbra e Viseu, sendo estruturante, assume igualmente uma “dimensão muito importante”.

Segundo António Costa são intervenções e decisões políticas como esta que o Governo está a tomar, quer em relação à renovação do IP3, quer no que toca ao apoio que está a dirigir às empresas para se instalarem no Interior, oferecendo-lhes, designadamente, “um melhor tratamento fiscal”, quer ainda em relação à aposta que está a fazer de modernizar as infraestruturas ferroviárias, sobretudo no Interior do país, que valorizam e vão trazer a médio prazo, como salientou, o progresso e o desenvolvimento a estes territórios de baixa densidade.

O líder do Executivo aludiu ainda, a este propósito, à necessidade de todos nos mobilizarmos por esta causa e não só nos lembrarmos do Interior quando chega o verão e com ele a tragédia dos incêndios, que “nos alertam a todos para o abandono destas regiões e para a sua dependência excessiva relativamente à fileira florestal”.

Mostrando-se convicto de que as iniciativas que têm vindo a ser aprovadas pelo Governo, dirigidas para as regiões do Interior, estão já a criar condições objetivas de revitalização das regiões de baixa densidade, algo, como acentuou, que há muito estava arredado do léxico das decisões políticas, sendo que para António Costa querer revitalizar e desenvolver os territórios situados no Interior do país tem de deixar de ser, como até aqui, apenas “a soma de palavras” e traduzir-se num “conjunto de atos que transformem efetivamente o território”.

O primeiro-ministro garantiu anda que o Governo mantém a promessa de reabilitar até 2022 “todo o percurso do IP3”, num investimento calculado em cerca de 135 milhões de euros, uma intervenção que vai avançar, como salientou, sem qualquer apoio de fundos europeus, contando apenas com o financiamento de recursos próprios, algo que só é possível fazer, como defendeu ainda António Costa, porque “hoje o país dispõe das condições financeiras que lhe permitem não cortar no investimento mas, pelo contrário, estar a aumentar o investimento”.

 

Criar mais empregos

Para o primeiro-ministro, intervir na correção e na modernização do desenho do IP3, uma estrada que é conhecida como a estrada da morte, sendo uma obra necessária e urgente, que há muito é reivindicada pela população, não é, no entanto, como defendeu, uma iniciativa suficiente quando se tem em vista revitalizar económica e socialmente toda uma vasta região, pelo que, na opinião de António Costa, é igualmente necessário que se possa também garantir uma sustentada “atração de empresas” para esta região, lembrando que só criando condições para que haja postos de trabalho fixos é possível atrair população.

Quando à empreitada de reabilitação do IP3, hoje assinada, respeita à intervenção entre o nó de Penacova e o nó da Lagoa Azul, obra orçada em perto de 12 milhões de euros, estando previsto que o prazo de execução será de 330 dias.

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EDIÇÃO Nº1412
Fevereiro 2019