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25 Jun 2019

| diretora: Edite Estrela

EDIÇÃO DIGITAL DIÁRIA DO ÓRGÃO OFICIAL INFORMATIVO DO PARTIDO SOCIALISTA

António Costa ao The New York Times
Mostrámos que havia uma alternativa à austeridade
AUTOR

João Quintas

DATA

24.07.2018

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Partido Socialista

Mostrámos que havia uma alternativa à austeridade

"Quando iniciámos este processo, muitas pessoas disseram-nos que o que tentávamos alcançar era impossível. Nós mostrámos que havia uma alternativa", afirmou o primeiro-ministro referindo-se à estratégia política do Partido Socialista.

 

"Portugal ousou abandonar a austeridade. Está a viver uma grande renovação" (tradução livre), foi este o titulo escolhido pelo jornal The New York Times (NYT) para a entrevista de António Costa.

O Primeiro-ministro salientou que “o que aconteceu em Portugal mostra que demasiada austeridade aprofunda a recessão, e cria um ciclo vicioso. Nós criámos uma alternativa à austeridade, focando-nos no crescimento, em mais e melhores empregos", considerou.

"Quando a crise aumentava, Portugal decidiu tomou uma decisão ousada: Em 2015, decidiu abandonar as medidas de austeridade que os credores europeus impuseram, iniciando um ciclo virtuoso que colocou a economia de novo na rota do crescimento. O país reverteu cortes nos salários, pensões e na segurança social, e ofereceu incentivos às empresas".

No sentido de conseguir um equilíbrio orçamental, o Governo "compensou" estas medidas de recuperação dos rendimentos das famílias e de incentivo às empresas, "cortando em infraestruturas e outros gastos", explicou o Secretário-geral do PS.

Todavia, não obstante o sucesso das políticas implementadas, o Primeiro-ministro alertou que "ainda há muito a fazer", porque "não passámos do lado negro para o lado luminoso da lua".

Num exercício de análise retrospetiva, o líder do PS referiu que "num momento de incerteza na Europa, Portugal desafiou os críticos que insistiam que a austeridade era a resposta para a crise financeira e económica do continente. Enquanto países, da Grécia à Irlanda — e por um período, Portugal também —, se conformaram, Lisboa resistiu, alavancando uma renovação que impulsionou o crescimento económico no ano passado ao nível mais alto numa década".

As declarações do Primeiro-ministro constam no artigo da correspondente do NYT em Paris, Liz Alderman, no qual são reconhecidos e enaltecidos os resultados obtidos pelo Governo português no quadro do acordo de base parlamentar entre os partidos da esquerda.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

AUTOR

João Quintas

DATA

24.07.2018

Capa Edição Papel
 
EDIÇÃO Nº1413
Maio 2019