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15 Nov 2018

| diretora: Edite Estrela

EDIÇÃO DIGITAL DIÁRIA DO ÓRGÃO OFICIAL INFORMATIVO DO PARTIDO SOCIALISTA

António Costa saúda entendimento de Governo na Alemanha
Bons sinais para um novo ímpeto progressista na Europa
AUTOR

Rui Solano de Almeida

DATA

22.01.2018

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Bons sinais para um novo ímpeto progressista na Europa

O declarado entendimento entre a CDU de Angela Merkel e o SPD, liderado pelo social-democrata Martin Schulz, para a formação de um Governo na Alemanha, foi saudado pelo primeiro-ministro português, num artigo que publicou num jornal alemão, salientando António Costa que este entendimento é um “forte sinal” que encoraja todos aqueles que “têm trabalhado para uma Europa social, unida, democrática e próspera”.

 

Num artigo que publicou, este domingo, no jornal alemão, “New Westfalische”, o primeiro-ministro português, depois de saudar os bons resultados das conversações para a formação de um Governo na Alemanha, entre a CDU e o SPD, manifestou a esperança de que este bom clima que agora foi criado possa traduzir-se, em breve, em novas oportunidades para o progresso e a mudança, argumentando o primeiro-ministro português ser necessário “um novo ímpeto progressista” na Europa.

Para António Costa, o bom clima criado entre os dois partidos alemães, tendo em vista a formação de um futuro Governo, é um sinal encorajador para todos aqueles que têm trabalhado para uma Europa socialmente mais forte e justa, que seja capaz de criar “novas oportunidades para o progresso e para a mudança”, sustentando o primeiro-ministro português que a União Europeia tem de saber encontrar “um novo e forte ímpeto progressista”.

Segundo António Costa os próximos meses vão ser decisivos para o futuro da União Europeia em matérias tão importantes como o crescimento económico sustentável ou a criação de “emprego decente e luta contra o desemprego jovem”, mas também em relação à “conclusão da União Económica e Monetária, às políticas de migração e asilo, à política externa e de defesa europeia, à digitalização, automação, energia e transição ecológica ou ainda em relação ao pilar dos direitos sociais”, áreas onde a Europa precisa, ainda segundo António Costa, de criar “impulsos progressistas para continuar a avançar com firmeza e união”.

O tempo urge, sustentou ainda o primeiro-ministro português neste seu artigo no jornal alemão, lembrando que estão “à nossa frente” importantes decisões europeias que importa que sejam agora tomadas para assegurar que a União Europeia está “pronta e munida dos meios adequados de ação” quando for confrontada a assumir as suas responsabilidades “perante os cidadãos europeus.   

Uma Europa mais forte e menos exposta aos humores dos mercados, como é defendido há muito pelo primeiro-ministro, António Costa, é uma Europa que investe mais na educação, no emprego ou na convergência económica e social entre todos os Estados-membros, mas também uma Europa que “marca o ritmo mundial na luta contra as alterações climática”, que garante uma “tributação adequada para todos”, que fortalece direitos sociais básicos e “protege os interesses dos trabalhadores”, nunca deixando de lado ou numa escala de menor importância as “respostas comuns e solidárias” em relação à imigração e ao asilo.

Nesta sua missiva, o chefe do Governo português não deixou de se referir também ao papel determinante que em sua opinião a Europa deve ter, através da sua política externa, para a “paz global, a proteção dos direitos humanos e o desenvolvimento justo e sustentável do mundo”, uma Europa que de acordo com os seus valores, acrescentou ainda António Costa, tem de saber “ultrapassar nacionalismos e populismos” e responder às “expetativas dos seus cidadãos”.

AUTOR

Rui Solano de Almeida

DATA

22.01.2018

Capa Edição Papel
 
EDIÇÃO Nº1411
Maio 2018