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31 Jul 2019

| diretora: Edite Estrela

EDIÇÃO DIGITAL DIÁRIA DO ÓRGÃO OFICIAL INFORMATIVO DO PARTIDO SOCIALISTA

OE2018 debatido e votado no Parlamento
PS congratula-se com um “Orçamento de palavra”
AUTOR

Catarina Correia

DATA

03.11.2017

FOTOGRAFIA

jorge ferreira

PS congratula-se com um “Orçamento de palavra”

O deputado do PS João Galamba considerou hoje, no Parlamento, que o Orçamento do Estado (OE) para 2018 “é um orçamento de palavra”, porque “cumpre, novamente, todos os compromissos assumidos”, e é um “orçamento que consolida a alternativa de políticas e de resultados”.

 

O porta-voz socialista garantiu, no segundo dia da apreciação na generalidade das Grandes Opções do Plano e do Orçamento do Estado para 2018, que o documento “consolida a alternativa”, mostra que essa alternativa existe e que funciona, “por muito que isto deixe a oposição frustrada e desorientada”. Segundo João Galamba, esta alternativa “funciona em benefício dos portugueses, funciona em benefício de um país que se quer mais justo, mais próspero e mais solidário”.

“Desenganem-se aqueles que pensam ser possível mobilizar os portugueses para construir o futuro sem valorizar os seus rendimentos e sem melhorar as suas condições de vida e que, em nome de uma conceção atávica de competitividade, os salários são apenas um custo e os direitos um empecilho”, alertou João Galamba, dirigindo-se às bancadas dos partidos de oposição.

O socialista defendeu que o OE é “um orçamento de palavra para com quem vive do seu salário. Seja pelo aumento dos escalões de IRS, aumentando a sua progressividade, seja pelo fim da sobretaxa, seja pelo aumento do mínimo de existência, seja pela extensão da impenhorabilidade do salário aos contribuintes da categoria B, as famílias terão mais rendimento disponível e a distribuição desse rendimento será mais justa”.

 

PS critica “deprimente alternativa” apresentada pela direita

Durante a sua intervenção, João Galamba lançou fortes críticas ao PSD e ao CDS-PP: “Para a oposição, quem vive do seu salário, quem é pensionista ou reformado, quem tem uma deficiência ou incapacidade, quem tem filhos, ou quem quer vir a tê-los ou quem é funcionário público faz parte de uma ‘clientela’”. “A esmagadora maioria dos portugueses é, portanto, uma clientela. Se a palavra clientela é insultuosa quando aplicada a este orçamento, ela é bastante útil para recordar, afinal, o que seria a alternativa da oposição”, sublinhou.

O deputado do PS lembrou que “PSD e CDS têm dito que não devem ser julgados pelo que fizeram, mas sim por aquilo que teriam feito se se mantivessem no Governo”. Ora, João Galamba fez esse “favor” aos partidos da direita: “A mesma oposição que, em 2016, em 2017 e agora novamente no OE2018 fala de ‘austeridade a la esquerda’ e que se queixa de ‘enormes aumentos de impostos’ que dão ‘com uma mão e tiram com a outra’, prometia mais impostos do que aqueles que efetivamente tivemos e se prevê que venhamos a ter em cada um desses anos. Sim, a oposição que denuncia brutais aumentos de impostos (imaginários) por parte deste Governo prometia e comprometeu-se com impostos mais elevados e, sobretudo, menos, muito menos justos”.

“Mais impostos e impostos mais injustos, menores salários, pensões mais baixas e menor proteção social. Pior escola pública, pior saúde. Menos emprego. Um país mais pobre e menos coeso. Era esta a deprimente alternativa prometida por PSD e CDS”, sintetizou.

AUTOR

Catarina Correia

DATA

03.11.2017

Capa Edição Papel
 
EDIÇÃO Nº1414
Agosto 2019