886

14 Dez 2018

| diretora: Edite Estrela

EDIÇÃO DIGITAL DIÁRIA DO ÓRGÃO OFICIAL INFORMATIVO DO PARTIDO SOCIALISTA

Debate sobre o estado da Nação
PS sublinha sucessos do Governo contra profecias da oposição
AUTOR

Carla Alves

DATA

13.07.2017

FOTOGRAFIA

jorge ferreira

PS sublinha sucessos do Governo contra profecias da oposição

No debate sobre o estado da Nação, que teve ontem lugar no Parlamento, Carlos César contestou a presidente do CDS-PP, a “candidata a líder da oposição”, lembrando os sete cartazes que Assunção Cristas apresentou no debate do Estado da Nação há um ano. Uma a uma, o presidente do Grupo Parlamentar do PS rebateu as ideias que a líder do CDS trouxe então ao Parlamento, sublinhando os resultados alcançados pelo Governo contra as críticas dos partidos da oposição. “Sete cartazes do CDS para o ecoponto”, sublinhou.

“E conseguimos tudo isso, remando contra a oposição, que queria mais cortes nas pensões, que vozeava contra a subida de salários e que ainda aponta, com desprezo, o que diz serem “clientelas do governo” quando tratamos de temas como a igualdade do género, ou quando falamos das crianças, dos desempregados e das famílias a quem aumentámos os apoios sociais e ajudámos a recuperar uma dignidade mínima”, acrescentou o líder parlamentar do PS.

Em “tempo de balanço”, Carlos César destacou a “qualidade e o sucesso da governação do Partido Socialista”, conseguida em pouco mais de um ano e meio com o apoio dos partidos da esquerda, depois de ter recebido, no final de 2015, um “país fragilizado” pelas políticas de “austeridade ingrata, improdutiva e desumana” do anterior Governo, contrariando, assim, as previsões pessimistas do seu ex-primeiro-ministro.

“O balanço é, felizmente, o fiasco dessas premonições do deputado Passos Coelho: ao invés, o investimento subiu, o emprego aumentou, o crescimento é uma constante na economia e o valor do défice é saudado por todas as instituições europeias”, lembrou o presidente do PS, numa intervenção no debate parlamentar sobre o Estado da Nação, aludindo às profecias derrotistas do líder do PSD no mesmo debate há um ano.

 

Trabalhar para vencer os desafios do país

O líder parlamentar do PS ressalvou, contudo, que os êxitos alcançados não devem desviar a atenção da necessidade de continuar a trabalhar com “humildade” e com a “consciência das inquietudes, das dificuldades e dos desafios que coabitam num país ainda sujeito a significativas restrições financeiras”.

Carlos César elencou depois alguns desses “desafios, que são muitos” e transversais às várias áreas da ação governativa: melhoria da sustentabilidade da economia, preparação do próximo quadro europeu pós-2020, robustecimento do sector bancário, melhoria da eficiência no sector judiciário, descentralização político-administrativa, recuperação do défice de qualificação dos portugueses, combate ao desemprego jovem e de longa duração, valor das pensões e dos rendimentos do trabalho e “a reposição dos níveis de acesso aos bens e serviços públicos básicos afetados nos anos da governação anterior, especialmente nos domínios da Habitação e da Saúde”.

Entre os desafios, o presidente do PS destaca a reforma florestal, iniciada pelo Governo em outubro do ano passado e em apreciação do parlamento, considerada como um “instrumento estrutural essencial para conter a prazo a incidência e dimensão dos fogos” e “absolutamente determinante na qual todos se devem responsabilizar”.

“Mas há uma verdade que não conflitua com a necessidade de vencer esses desafios: recebemos, no final de 2015, um País fragilizado, com os empresários desmoralizados e as famílias destroçadas por uma austeridade ingrata, improdutiva e desumana, e temos hoje um Portugal com os índices de confiança dos cidadãos e na economia nos máximos de há décadas, mostrando a qualidade e o sucesso da governação do Partido Socialista”, recordou Carlos César.

Em contraposição aos cortes na despesa, entre 2010 e 2015, em serviços do Estado nos setores da Defesa, Proteção Civil, Educação e Saúde, Carlos César recordou o aumento pelo atual Governo, “e sem quaisquer cativações”, das verbas para a Lei de Programação Militar, a Autoridade Nacional de Proteção Civil, as escolas e as Unidades de Saúde.

No balanço, o líder parlamentar do PS não deixou também de partilhar o mérito dos resultados das políticas de crescimento económico e coesão social com os partidos que apoiam a ação governativa, o PCP, o Bloco de Esquerda e o PEV.

“Conseguimos tudo isso, e ainda mais, com o apoio dos partidos da esquerda, com quem temos trabalhado. Com eles partilhamos o entusiasmo por uma mudança mais intensa e deles não nos distinguimos por menor ambição. Continuaremos a trabalhar para cumprir o programa do governo, garantir a estabilidade política e social, ativar a economia, melhorar a proteção social e a confiança dos portugueses e das entidades externas no presente e no futuro de Portugal”, disse.

AUTOR

Carla Alves

DATA

13.07.2017

Capa Edição Papel
 
EDIÇÃO Nº1411
Maio 2018