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23 Jul 2019

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EDIÇÃO DIGITAL DIÁRIA DO ÓRGÃO OFICIAL INFORMATIVO DO PARTIDO SOCIALISTA

Governo fabrica estatísticas para esconder desemprego
A maior destruição de emprego dos últimos 50 anos
AUTOR

Carla Alves

DATA

05.08.2015

FOTOGRAFIA

Jorge Ferreira

A maior destruição de emprego dos últimos 50 anos

Em reação aos festejos da maioria PSD/CDS face aos números do desemprego, a deputada socialista Ana Catarina Mendes acusou hoje o Governo de fabricar estatísticas com fins eleitoralistas quando houve a maior destruição de emprego dos últimos 50 anos.

 

"Há hoje menos 218 mil empregos desde que este Governo tomou posse. É a maior destruição de emprego em Portugal dos últimos 50 anos. Não tem nenhum paralelo no estado democrático em Portugal", afirmou a vice-Presidente da bancada do PS num comentário aos números do desemprego divulgados hoje pelo INE, considerados por uma deputada do CDS-PP como dados históricos.

"A maioria dá os parabéns a estes números, diz que é um dia histórico, mas eu gostava de perguntar a todos os portugueses que estão desempregados ou emigraram se consideram um dia histórico", disse a vice-presidente da bancada do PS, acusando a maioria de revelar "uma enorme insensibilidade social".

Para Ana Catarina Mendes, "a realidade do desemprego, hoje, não é comparável com 2011” e deve-se a quatro fatores essenciais: a emigração de 500 mil pessoas, a falta de simetria entre a redução de emprego e o aumento do emprego, o “desencorajamento e falta de expetativas generalizados” e o Estado como o maior "empregador" de desempregados em formação profissional, com a criação "brutal" de “mais de 70 mil estágios profissionais".

"Nunca como hoje o Estado foi tão importante na criação emprego. Isto não tem a ver com a atividade económica, mas com o empenho que este Governo tem em fabricar estatísticas com fundos estruturais europeus para criar a ilusão de que estamos a ter mais emprego em Portugal", defendeu.

Ana Catarina Mendes citou ainda o INE para sublinhar que há "1,128 milhões de desempregados portugueses, mais 87 mil do que no segundo trimestre de 2011 e, destes, apenas 268 mil têm subsídio de desemprego".

AUTOR

Carla Alves

DATA

05.08.2015

Capa Edição Papel
 
EDIÇÃO Nº1413
Maio 2019