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15 Nov 2019

| diretora: Edite Estrela

EDIÇÃO DIGITAL DIÁRIA DO ÓRGÃO OFICIAL INFORMATIVO DO PARTIDO SOCIALISTA

Debate quinzenal
Passos Coelho devia pedir desculpa aos portugueses
AUTOR

Rui Solano de Almeida

DATA

11.03.2015

FOTOGRAFIA

Jorge Ferreira

Passos Coelho devia pedir desculpa aos portugueses

As dívidas do primeiro-ministro à Segurança Social foram hoje o tema principal no Parlamento durante o debate quinzenal.

 

Apesar de todos os esforços por parte do PS e de todas as bancadas da oposição, Passos Coelho, mais uma vez, foi incapaz de explicar ao detalhe como é que pagou à Segurança Social, quanto ficou a dever e por que razão não pagou os juros entre 2012 e 2015.

Para o líder parlamentar socialista, Passos Coelho “fez mal” em não ter começado por “aproveitar este momento para pedir desculpa a Portugal e aos seus eleitores”, lembrando que a questão das dívidas de Passos Coelho à Segurança Social não é “uma questão pessoal não é um caso, mas uma questão política”.

Para o líder da bancada do PS, é estranho como é que um primeiro-ministro que sabe em 2012, um ano depois de estar no Governo, que tem dívidas e não procura regularizar a questão. É por isso, disse, que esta é uma questão política e não pessoal.

É político, desde logo, porque um primeiro-ministro que sabe que tem dívidas à Segurança Social e não procura imediatamente “regularizar a situação”, sabendo que este caso o “atinge enquanto primeiro-ministro e não quando era um trabalhador independente”.

Mas também é político pelas “variadas e controversas” justificações que Passos Coelho deu a propósito da sua situação em relação à Segurança Social, lamentando a posição que tanto o Presidente da República como o ministro da Solidariedade, Mota Soares, assumiram neste caso.

Para Ferro Rodrigues, com amigos e apoiantes destes, “o primeiro-ministro Passos Coelho não precisa de adversários”.

Finamente, o líder da bancada do PS lembrou as palavras de Passos Coelho, quando no Congresso do PSD, em 2014, defendeu que “temos que acabar com estas injustiças”, referindo-se a quem não declarava as suas atividades ao fisco e à Segurança Social.

AUTOR

Rui Solano de Almeida

DATA

11.03.2015

Capa Edição Papel
 
EDIÇÃO Nº1414
Agosto 2019