1085

12 Nov 2019

| diretora: Edite Estrela

EDIÇÃO DIGITAL DIÁRIA DO ÓRGÃO OFICIAL INFORMATIVO DO PARTIDO SOCIALISTA

António Costa
Adiar o Brexit seria solução desejável e equilibrada
AUTOR

Rui Solano de Almeida

DATA

26.02.2019

FOTOGRAFIA

dr

Adiar o Brexit seria solução desejável e equilibrada

Protelar a saída do Reino Unido da União Europeia seria uma decisão “desejável e saudável”, defendeu o primeiro-ministro, no Egito, à margem da Cimeira da União Europeia com a Liga Árabe, considerando que esse poderia ser um passo decisivo para “evitar um Brexit caótico”.

 

“É a visão de que se não é possível resolver em duas semanas, damos a oportunidade para resolver em mais tempo, mas sobretudo não vamos desistir de criar condições para que não haja ‘Brexit’ ou a haver ‘Brexit’ ele se desenvolva de uma forma articulada e planeada e não de forma caótica, como estava à beira de acontecer. Tudo o que se possa fazer para evitar um ‘Brexit’ caótico é desejável e saudável”, defendeu.

Segundo o primeiro-ministro, a verificar-se a impossibilidade de resolver a contento a saída do Reino Unido da União Europeia nas poucas semanas que faltam até à data estabelecida, de 29 de março próximo, então o melhor, como defendeu, é dar mais tempo a todo este processo criando novas condições para que ambas as partes possam negociar.

Sublinhando que o cenário ideal seria que se pudessem criar condições para que não houvesse, de todo, um Brexit, António Costa referiu, no entanto, que “já não estamos a falar da base da preferência”.

“Aquilo que é de todo indesejável e que temos de evitar é que o ‘Brexit’ se desenvolva de forma caótica”, reiterou.

 

Parlamento britânico

Segundo António Costa o Parlamento britânico foi claro ao ter chumbado de forma esmagadora a hipótese de saída do Reino Unido da União Europeia sem a existência de um acordo, decisão que na perspetiva do primeiro-ministro abriu, desde logo, duas condições muito claras: ou havia espaço para se encontrar “a tempo e horas” um acordo, ou, em alternativa, teria de haver um “prolongamento do prazo das negociações”.

Dois cenários que o chefe do executivo português lembrou que são os que estão neste momento em cima da mesa, dizendo esperar que em qualquer dos casos a espera não se traduza, nem signifique, uma agonia, mas que, pelo contrário, “tenha um efeito positivo” no desenrolar de todo este processo.

Capa Edição Papel
 
EDIÇÃO Nº1414
Agosto 2019