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11 Nov 2019

| diretora: Edite Estrela

EDIÇÃO DIGITAL DIÁRIA DO ÓRGÃO OFICIAL INFORMATIVO DO PARTIDO SOCIALISTA

Adalberto Campos Fernandes
Atual solução de Governo tem valor histórico que devia perdurar
AUTOR

Rui Solano de Almeida

DATA

20.09.2018

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Atual solução de Governo tem valor histórico que devia perdurar

A possibilidade de se poder repetir num próximo Governo o modelo da solução governativa vigente na presente legislatura, é, para o ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes, “uma belíssima ideia”, também para se poder “melhorar e ir mais longe” nas políticas do Serviço Nacional de Saúde”.

 

Numa entrevista que ontem concedeu à RTP, o ministro da Saúde, depois de assumir que veria com agrado que o modelo da chamada “Gerigonça” se pudesse repetir num próximo Governo, defendendo tratar-se de um “exercício democrático que deveria perdurar porque tem valor histórico”, considerou que o contributo de todos os partidos da esquerda parlamentar seria muito importante para tornar possível “irmos mais longe e sobretudo fazer mais pelo Serviço Nacional de Saúde”.

Referindo que o apoio que os partidos à esquerda do PS dão à atual solução governativa não faz deles, como salientou o ministro, “meus aliados”, mas apoiantes de uma solução de Governo “do qual faço parte”, Adalberto Campos Fernandes fez, contudo, questão de sublinhar a atitude de “grande lealdade institucional” nos últimos três anos, mesmo quando “divergimos politicamente”.

Garantindo que o próximo orçamento para a Saúde “não será muito diferente dos outros”, o ministro sempre foi adiantando que espera da parte dos partidos que apoiam o Executivo do PS, “como é natural”, uma maior exigência para que haja “mais investimento e mais recursos” para o setor, cabendo ao Governo manter a discussão num registo “também de grande lealdade e franqueza, lembrando, quando necessário, “aquilo que é possível fazer e o que não é”.

O titular da pasta da Saúde teve ainda ocasião, nesta entrevista, de manifestar a sua satisfação por haver uma “grande convergência” entre os três partidos e pela forma “francamente positiva” com têm sabido “convergir no essencial”, apoiando soluções que visam “proteger as pessoas que estão em condições mais difíceis, devolver-lhes a dignidade pessoal e coletiva”, apesar de existirem, como realçou, grandes diferenças entre PS, BE e PCP, do ponto de vista “programático, ideológico e estratégico”.

 

PSD desiste facilmente do Estado

Quando à mais recente proposta para o setor da Saúde vinda do maior partido da oposição, que sugere que se alargue a gestão privada aos hospitais públicos, Adalberto Campos Fernandes é perentório, lembrando tratar-se de uma “proposta muito frágil” com mais de 15 anos e que mais não significa do que “um ato de desistência política”.

O governante observou, a este propósito, que o PSD acarreta consigo “um problema que é histórico”, e não apenas na Saúde, porque “desiste facilmente do Estado” e sempre que é confrontado com dificuldades no Estado “orienta-se para a privatização”.

AUTOR

Rui Solano de Almeida

DATA

20.09.2018

Capa Edição Papel
 
EDIÇÃO Nº1414
Agosto 2019