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13 Set 2019

| diretora: Edite Estrela

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Floresta
Governo anuncia criação de empresa de gestão florestal

Governo anuncia criação de empresa de gestão florestal

O ministro da Agricultura, Luís Capoulas Santos, anunciou ontem, no Parlamento, a criação da Empresa Pública de Desenvolvimento e Gestão Florestal, destinada a fomentar uma gestão profissional e rentável da floresta, devendo estar em funcionamento dentro de poucas semanas, em Figueiró dos Vinhos.

 

“A empresa pública que vamos constituir, que está em fase final de organização e que terá como designação Empresa Pública de Desenvolvimento e Gestão Florestal, tem como objetivo fundamental demonstrar como é possível gerir de forma rentável a floresta, particularmente nas zonas de minifúndio”, afirmou o ministro, na conclusão do debate na Assembleia da República sobre o relatório da comissão técnica independente que analisou os incêndios de outubro passado.

Capoulas Santos explicou que o objetivo desta empresa de gestão florestal “visa demonstrar como pode ser profissionalmente gerida a floresta, como pode dar rendimento e como se pode prevenir os incêndios”.

Ainda segundo o titular da pasta da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural, uma das competências em que a empresa poderá atuar, será na identificação de prédios rústicos.

“Eventualmente, nas pessoas mais idosas, esses prédios são objeto de arrendamento, o que garantirá um rendimento anual aos proprietários”, salientou.

 

Apoios aos agricultores

Na sua intervenção no plenário, Capoulas Santos anunciou também que se encontra já concluído o pagamento integral dos apoios a 23.746 agricultores, num montante superior a 62 milhões de euros, sendo estes fundos, como acentuou, “exclusivamente nacionais”.

O governante adiantou que estão igualmente em pagamento, contra a apresentação dos respetivos comprovativos, “outros cerca de 30 milhões”, 25 dos quais de fundos comunitários (Programa de Desenvolvimento Rural 2020) e 5,5 milhões para apoio à recuperação das vinhas ardidas, o que perfaz um apoio público superior a 92 milhões de euros.

Capoulas Santos referiu ainda que foram já assinados, no final da semana passada, os contratos, envolvendo autarquias e diversas organizações e empresas da fileira florestal, que permitiram a criação de 26 parques de receção e armazenamento de madeira queimada.

 

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EDIÇÃO Nº1414
Agosto 2019