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19 Jul 2019

| diretora: Edite Estrela

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Parlamento Europeu
Aprovado mecanismo para integração de migrantes nas regiões ultraperiféricas

Aprovado mecanismo para integração de migrantes nas regiões ultraperiféricas

A proposta de alteração ao relatório sobre o “Reforço da coesão económica, social e territorial na União Europeia”, visando a criação de um mecanismo específico de financiamento para as regiões ultraperiféricas (RUP) que dê apoio à integração de migrantes, da autoria da eurodeputada socialista Liliana Rodrigues, foi aprovada pela Comissão de Desenvolvimento Regional do Parlamento Europeu.

 

A proposta da deputada socialista foi aprovada com 20 votos a favor, quatro abstenções e 16 contra, incluindo os votos do Partido Popular Europeu (PPE), grupo político em que se encontram os representantes portugueses do PSD e CDS.

Para Liliana Rodrigues, esta foi “uma vitória importante para o Partido Socialista Europeu, que mostrou a importância que este mecanismo financeiro poderá ter nas regiões ultraperiféricas, como a Madeira, no apoio a quem chega fugindo de contextos de grave instabilidade política e económica em países terceiros”.

A deputada explicou que este instrumento pode servir “para ajudar todos os migrantes que chegam às RUP, como sucede agora com os luso-venezuelanos na Madeira, prestando-lhes todo o apoio necessário, seja a nível de educação, da língua, de serviços de saúde, habitação ou ao nível da integração no mercado de trabalho”.

Na Madeira, de acordo com os dados fornecidos pelo Governo Regional, existem cerca de oito mil emigrantes madeirenses que regressaram à região.

“A Venezuela vive uma situação de urgência. Mais de um milhão e meio de pessoas saíram do país nos últimos anos e alguns dos países da América do Sul estão a desenvolver planos de emergência, tal a pressão a que estão expostos devido a este fluxo migratório incomum. Mas essa pressão também existe nos países da UE, nomeadamente em Portugal, Espanha e Itália”, referiu a deputada, acrescentando “lamentar que não exista uma ação concertada entre o Governo Regional e os seus políticos no Parlamento Europeu, rejeitando auxiliar, não só a Espanha e a Itália, mas também o seu próprio país e comprometendo o desenvolvimento sustentável da Madeira”.

 

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EDIÇÃO Nº1413
Maio 2019