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23 Set 2019

| diretora: Edite Estrela

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Cultura e Património
Museus do Côa, Serralves e Douro criam bilhete combinado

Museus do Côa, Serralves e Douro criam bilhete combinado

A Fundação de Serralves, a Fundação Museu do Douro e a Fundação Côa Parque assinaram, no passado sábado, na Quinta da Ervamoira, um protocolo de cooperação que prevê a criação de um bilhete combinado de visita aos três espaços expositivos e museológicos, já a partir do próximo dia 1 de abril.

 

Com esta iniciativa, as três entidades unem esforços no sentido de dar mais visibilidade pública, nacional e internacional, aos respetivos espaços culturais, contribuindo para a promoção conjunta do património existente nas regiões portuguesas atravessadas pelo Douro.

O protocolo, celebrado na presença do ministro da Cultura, Luís Filipe Castro Mendes, da secretária de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Maria Fernanda Rollo, e da presidente da Comissão de Cultura,  Educação, Juventude e Desporto da Assembleia da República, Edite Estrela, prevê a disponibilização, em cada um dos três espaços, de informação e artigos das entidades parceiras, assim como a realização de eventos e atividades conjuntas, que sirvam para enriquecer o programa cultural oferecido pela região.

Na ocasião, foi também assinado um protocolo de cooperação com a Casa Ramos Pinto, visando potenciar sinergias entre os dois Patrimónios Mundiais da UNESCO coexistentes no território: a Arte Rupestre do Vale do Côa e o Alto Douro Vinhateiro. 

 

Museu do Côa expõe Júlio Pomar 

Ainda no sábado, foi inaugurada a nova exposição patente no Museu do Côa, reunindo cerca de duas centenas de peças do acervo do pintor Júlio Pomar, que podem ser vistas até dia 5 de maio, oferecendo um novo atrativo aos visitantes do Museu e Parque Arqueológico.

Intitulada “Incisão no Tempo”, a mostra inclui um núcleo de gravuras de Júlio Pomar, datadas de diversas fases do percurso do artista plástico e que dão conta dos seus 70 anos de carreira, propondo estabelecer uma “relação” com as gravuras rupestres do Vale do Côa.

Segundo o Luís Filipe Castro Mendes, esta a exposição é um gesto de arte vai ao encontro de outro gesto de arte mais ancestral que ficará patente no Museu do Côa.

“Este é um grande acontecimento para o Museu do Côa. Neste mesmo espaço vai ficar patente uma exposição de um grande artista português que é transversal às diversas fases da sua obra. Trata-se de uma exposição de um artista contemporâneo, como Júlio Pomar, que se vem instalar junto do apelo e do gesto daquele homem da pré-história que gravou na pedra diversas figuras de animais e objetos “, assinalou o governante.

 

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EDIÇÃO Nº1414
Agosto 2019