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19 Jun 2019

| diretora: Edite Estrela

EDIÇÃO DIGITAL DIÁRIA DO ÓRGÃO OFICIAL INFORMATIVO DO PARTIDO SOCIALISTA

Proteção Civil
Governo português empenhado na criação de mecanismo europeu
AUTOR

Mary Rodrigues

DATA

07.03.2018

FOTOGRAFIA

DR

Governo português empenhado na criação de mecanismo europeu

A criação de um novo mecanismo europeu de proteção civil para prevenir e responder a tragédias como as que aconteceram em Portugal em 2017 é uma necessidade vital e imediata. A mensagem foi deixada, em Bruxelas, pelo ministro da Administração Interna, durante o Fórum Europeu dedicado a esta matéria.

 

Segundo Eduardo Cabrita, os fogos que devastaram Portugal em junho e outubro do ano passado foram lamentáveis para a Europa.

"Na sequência do incêndio de Pedrógão Grande pedimos apoio, numa base bilateral, a Espanha, França e Itália. Mas, na primeira semana, o único país que ajudou foi Marrocos", lembrou, sublinhando que essa é a razão pela qual a criação de um novo mecanismo europeu de proteção civil é uma prioridade de topo" para o país e que o Governo socialista está tão "empenhado em apoiar a proposta neste sentido da Comissão Europeia".

Assim, Eduardo Cabrita deixou claro que, em Portugal, "a grande prioridade já não é o défice nem a dívida pública", mas a proteção civil, "para evitar que volte a acontecer algo como no ano passado".

E reafirmou que o Executivo liderado por António Costa "está muito empenhado em garantir que algo como o que aconteceu no ano passado nunca mais tenha lugar", reiterando o pedido de apoio europeu para tal desígnio.

 

Ajuste direto de meios aéreos se necessário

À margem da sua intervenção no Fórum Europeu de Proteção Civil, que terminou ontem, 6 de março, o ministro da Administração Interna disse também que o Governo português não deixará de recorrer a todos os mecanismos, nomeadamente a contratação imediata por ajuste direto de meios aéreos, caso se verifiquem condições excecionais antes do verão.

"O nosso firme compromisso é que se em qualquer momento, mesmo em março ou abril, isto é, antes do verão, tivermos condições excecionais que o justifiquem, nós não deixaremos de recorrer a todos os mecanismos, designadamente, se for necessária, a contratação imediata por ajuste direto dos meios aéreos", clarificou Eduardo Cabrita, pronunciando-se sobre o concurso urgente, anunciado recentemente, que terá um prazo de 15 dias, para a contratação de 40 meios aéreos de combate a incêndios florestais para 2018 e 2020, num montante total de 48 888 667 euros.

Eduardo Cabrita explicou ainda que os ajustes nas exigências do concurso de urgência se prendem com características técnicas, alertando que o que é fundamental está assegurado

"Teremos uma resposta ao longo de todo o dia e, sobretudo, teremos uma resposta permanente, e essa já está adjudicada, de uma frota de helicópteros ao longo de todo o ano", completou, reportando-se aos dez helicópteros já adjudicados pelo Governo.

 

 

 

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EDIÇÃO Nº1413
Maio 2019