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14 Jun 2019

| diretora: Edite Estrela

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ECO.mob
Mobilidade elétrica veio para ficar

Mobilidade elétrica veio para ficar

Portugal reencontrou “o bom caminho” ao assumir a mobilidade elétrica como prioridade consensual que “veio para ficar”, afirmou o primeiro-ministro, durante a entrega dos primeiros 55 veículos elétricos a organismos da Administração Pública.

 

António Costa discursava na cerimónia de entrega de veículos elétricos no âmbito do Programa de Apoio à Mobilidade Elétrica nos serviços públicos, ECO.mob, cujo objetivo é substituir 1200 veículos com mais de dez anos por veículos elétricos em toda a Administração Pública até 2020.

Na ocasião, o líder do Governo socialista recordou que “o país esteve há 10 anos na vanguarda da mobilidade elétrica a nível mundial”.

“Depois, como muitas vezes acontece na nossa história, hesitamos sobre a prioridade da mobilidade elétrica, mas também, como em regra acontece na nossa história, soubemos sempre reencontrar o bom caminho e estamos de novo nele”, acrescentou, enfatizando que “a mobilidade elétrica é hoje uma prioridade consensual e veio mesmo para ficar".

De referir que a primeira fase do ECO.mob decorreu em 2017, com um total de 170 veículos a entregar em regime de aluguer operacional durante um período de 48 meses, dos quais 55 foram atribuídos agora a 33 organismos da Administração Pública e os restantes no segundo trimestre.

O montante global deste investimento é de 3,5 milhões de euros, a realizar até 2022.

Segundo frisou António Costa, “o maior desafio que seguramente a humanidade enfrenta são as alterações climáticas”, pelo que, advogou, se torna “essencial descarbonizar a economia, a sociedade e o dia-a-dia”.

 

Rolar elétrico no alcatrão

“É essencial mudar a forma da mobilidade”, acrescentou, dando o seu testemunho pessoal de quem há vários anos - desde que era presidente da Câmara de Lisboa – se transporta dentro da cidade numa viatura elétrica.

E vai agora ter a companhia do ministro do Ambiente, que foi um dos membros do Governo que recebeu uma chave de um veículo elétrico, deixando a promessa de passar a ir ao Porto de carro elétrico.

Para o ministro da tutela, “partilhado ou próprio, o uso do carro elétrico – num país em que 60% da energia produzida já provém de fontes renováveis – é mesmo a melhor opção, com ganhos para a balança comercial, a qualidade do ar das cidades e a redução do ruído".

Defendendo que o Estado deve dar o exemplo, Matos Fernandes considerou que, com a rede de carregadores rápidos já instalada nas autoestradas, a mobilidade elétrica “deixou de ser um fenómeno exclusivamente urbano”, e com “a magnífica rede de autoestradas que o país possui vai ser possível rolar elétrico no alcatrão”.

 

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EDIÇÃO Nº1413
Maio 2019