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31 Jul 2019

| diretora: Edite Estrela

EDIÇÃO DIGITAL DIÁRIA DO ÓRGÃO OFICIAL INFORMATIVO DO PARTIDO SOCIALISTA

Economia e Qualificação
Competências digitais têm papel fundamental no crescimento e emprego
AUTOR

Mary Rodrigues

DATA

07.12.2017

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Competências digitais têm papel fundamental no crescimento e emprego

A digitalização da economia será um vetor-chave de competitividade da economia nacional, desempenhando um papel fundamental para o crescimento económico e para a criação de emprego. Esta é a convicção expressa pelo ministro do Planeamento e das Infraestruturas, ao intervir em Coimbra, na primeira Conferência do Fórum Permanente para as Competências Digitais.

 

No evento, promovido pelo Governo no âmbito da Iniciativa Nacional em Competências Digitais e.2030 (Portugal INCoDe.2030), onde esteve acompanhado pelos ministros da Educação, Tiago Brandão Rodrigues e da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor, o ministro Pedro Marques referiu que a maior informação e aproximação das redes e cadeias de produção e consumo obrigam a “mais exigência, mais inovação e diferenciação”.

E disse que “a cada vez maior digitalização da economia, a economia da informação, as redes e cidades inteligentes, a indústria 4.0 ou a internet das coisas são já uma realidade em afirmação, que se acelerará no futuro próximo e que colocam desafios concretos” a Portugal.

Depois, defendeu que “cumpre aos decisores políticos criar as condições para que o país possa alcançar as posições cimeiras no desafio da digitalização, incrementando a competitividade da nossa economia e desenvolvimentos nacionais”.

Para o titular da pasta do Planeamento, este desafio ambicioso tem de ser enfrentado sob diversas vertentes: a da conetividade, de forma a possibilitar o tráfego a grande velocidade, a da integração nas empresas e a das competências digitais.

Quanto às competências digitais, Pedro Marques indicou que é aquela em que Portugal se situa “bastante abaixo da média europeia”.

Por isso, sustentou, “os sistemas de educação e formação têm de acompanhar o ritmo das mudanças na economia e incluir a população, nomeadamente a população ativa, na sociedade digital”.

Para responder a estes desafios, o Governo desenhou “uma estratégia integrada para o desenvolvimento do país”, com um Programa Nacional de Reformas que responde “aos verdadeiros desafios estruturais da economia portuguesa, como a modernização da economia e o défice de competências”, disse, destacando medidas como o Programa Interface e o Indústria 4.0, “que estão a acelerar a modernização do tecido económico nacional e a promover a inovação”, mas também o Portugal INCoDe, “destinado a aumentar as competências digitais da população”.

 

2030: novo horizonte estratégico

No que diz respeito a esta “batalha pela melhoria da qualificação dos portugueses”, o governante enfatizou que ela se joga sem limite de idades: “Do pré-escolar até à formação dos mais seniores, para quem a melhoria das qualificações deve servir para melhor aproveitar o vasto património de conhecimentos e experiência acumulados”.

Assim, “o envelhecimento ativo e inclusivo deixou de ser um direito para passar a ser uma absoluta necessidade”, afirmou o ministro, evidenciando que Portugal está a envelhecer e a população ativa está cada vez mais pressionada.

Por isso, continuou, o Governo tem de olhar para uma qualificação a longo prazo, incluindo “aqueles que chegarão ao mercado de trabalho daqui a dez ou vinte anos”.

“É por este motivo que, além de apresentarmos o Programa Nacional de Reformas, que contém a estratégia de médio-prazo para o desenvolvimento do país, cujo horizonte de implementação está, no essencial, no horizonte da atual governação, demos início, também, à discussão de um novo horizonte estratégico para o país, o Portugal 2030”, referiu.

 

Inclusão digital é questão de cidadania

Por sua vez, a ministra da Presidência e da Modernização Administrativa frisou que a inclusão digital “é uma questão de cidadania” na qual o Executivo socialista liderado por António Costa está empenhado.

“Não deixemos ninguém para trás”, enfatizou Maria Manuel Leitão Marques, ao salientar a necessidade de promover a “inclusão digital” em Portugal.

Esta aposta do Governo “exige pensar de forma aberta e colaborativa”, embora “sem partir de um quadro em branco”, disse a responsável, para quem o país precisa de investigação científica “que antecipe e promova” um maior conhecimento das pessoas, das instituições públicas e das empresas na área tecnológica.

Reforçando a ideia de que o desenvolvimento das competências digitais “é um desafio aberto a toda a sociedade portuguesa”, que reconhece o esforço nacional com esse objetivo, Maria Manuel Leitão Marques apelou à “responsabilidade social das instituições do ensino superior”, dirigindo-se em particular à Universidade de Coimbra.

“Falta muito para fazer. Este trabalho é contínuo”, pontualizou, alertando para que melhores resultados implicarão “estabelecer sinergias” entre diferentes programas, envolvendo diferentes departamentos da Administração Central e as próprias autarquias, ao nível da freguesia e de município.

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EDIÇÃO Nº1414
Agosto 2019