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22 Mar 2019

| diretora: Edite Estrela

EDIÇÃO DIGITAL DIÁRIA DO ÓRGÃO OFICIAL INFORMATIVO DO PARTIDO SOCIALISTA

Carlos César
PS rejeita qualquer cedência a grupos de interesses
AUTOR

Carla Alves

DATA

28.11.2017

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PS rejeita qualquer cedência a grupos de interesses

O líder parlamentar do PS, Carlos César, rejeitou hoje que tenha havido qualquer cedência a lobbies no chumbo da proposta do Bloco de Esquerda para a inclusão no Orçamento de Estado para 2018 de uma nova taxa sobre as energias renováveis, explicando que seria precipitado adotar essa medida sem um debate mais alargado sobre as eventuais consequências jurídicas.

 

Em entrevista esta manhã à SIC Notícias, Carlos César justificou a mudança do sentido de voto do PS admitindo que, quando, na sexta-feira, votou favoravelmente a proposta, essa posição “foi conversada com alguns membros do Governo”, mas depois de uma ponderação feita pelos deputados do PS e o Governo verificou-se que “seria precipitado adotar esta contribuição, sem que houvesse uma reflexão mais apurada sobre as suas consequências, sobre os impactos reputacionais e sobre os impactos jurídicos”.

O líder da bancada socialista lembrou a existência de processos judiciais em Espanha sobre “decisões similares e que foram perdidos para o Estado”, embora considere que “o Governo em 2018 deve estar obrigado a proceder a uma reflexão sobre o sistema regulatório do setor energético, para diminuir estas rendas excessivas e a fatura que os contribuintes pagam”.

O também Presidente do PS recusa assim que entre os dois momentos da votação tenha havido qualquer cedência aos interesses das empresas de energia. “Não cedemos a lobbies de qualidade nenhuma, o nosso único lobby é o interesse nacional”, afirmou, acrescentando que as decisões são tomadas de acordo com aquilo que para o PS é “a interpretação do interesse nacional, contra qualquer empresa e qualquer partido“.

Carlos César desdramatizou a alteração da votação lembrando que “ao longo desta discussão do Orçamento, todos mudaram de posição de voto dezenas de vezes, algumas até no espaço de uma hora”. O que o PS fez foi “um voto condicional, avocando a decisão de imediato para o dia seguinte”, explicou o líder da bancada socialista.

 

Veja aqui a entrevista.

AUTOR

Carla Alves

DATA

28.11.2017

Capa Edição Papel
 
EDIÇÃO Nº1412
Fevereiro 2019