1028

23 Jul 2019

| diretora: Edite Estrela

EDIÇÃO DIGITAL DIÁRIA DO ÓRGÃO OFICIAL INFORMATIVO DO PARTIDO SOCIALISTA

OE2018 aprovado
Governo e maioria de esquerda provaram ser possível viver melhor em Portugal
AUTOR

Partido Socialista

DATA

28.11.2017

FOTOGRAFIA

jorge ferreira

Governo e maioria de esquerda provaram ser possível viver melhor em Portugal

O secretário de Estado dos assuntos Parlamentares, Pedro Nuno Santos, afirmou ontem no Parlamento, que o Governo socialista e a maioria de esquerda que o apoia, provaram perante o país ser possível governar “sem culpar os portugueses” e ser “possível viver melhor em Portugal”.

 

Numa intervenção assertiva, Pedro Nuno Santos, que falava no encerramento do debate sobre o Orçamento do Estado (OE) para 2018, ontem aprovado com os votos de PS, BE, PCP, PEV e PAN, evidenciou ainda que a “confiança” e a “credibilidade” de que a maioria parlamentar de esquerda mostrou ser merecedora pelos portugueses, contrasta com a credibilidade perdida pelos partidos da direita, que apresentaram propostas para o OE que agravariam o défice do país em mais de mil milhões de euros.

 

PSD e CDS sem credibilidade no rigor orçamental

O debate orçamental, afirmou o governante, mostrou que PSD e CDS “escolheram não serem levados a sério” por, ao mesmo tempo que se dedicavam a fazer alertas sobre rigor nas contas públicas, terem apresentado “propostas que agravariam o défice num valor muito superior a mil milhões de euros”, havendo ainda quem pedisse, “como que por magia, o défice zero”, acrescentou.

“O PSD e o CDS perderam qualquer credibilidade. Se querem ser respeitados no poder têm de começar por ser respeitados na oposição”, afirmou o secretário de Estado no último discurso do debate, antes da votação.

Na sua intervenção, Pedro Nuno Santos respondeu, uma por uma, às críticas dos partidos da “minoria parlamentar” de direita, começando por dizer que quando o Governo aumenta as pensões não está a “dar nada a ninguém”, mas “apenas a respeitar quem trabalhou uma vida inteira e merece uma reforma com dignidade”.

O mesmo princípio, explicou, aplica-se à baixa de impostos para os trabalhadores do sector público e privado. “Não estamos a dar nada, estamos a respeitar quem trabalha”, sublinhou, mais uma vez.

 

Reformar é melhorar a vida das pessoas

Pedro Nuno Santos destacou depois a diferença que separa a governação reformista do Executivo socialista e as reformas que PSD e CDS gostariam de ver implementadas.

“O conceito de reforma para a direita é privatizar, liberalizar e desregular, reforma que é reforma tem de doer”, disse, contrapondo a visão que tem sido prosseguida pelo Governo, com o apoio da maioria parlamentar de esquerda.

“Para nós, as reformas melhoram a vida das pessoas, não as prejudicam. Para nós, reformar a Segurança Social não é cortar pensões, aumentar as contribuições dos trabalhadores ou privatizar”, afirmou.

Reconhecendo que o país ainda precisa de vencer “muitos problemas de pobreza, de injustiça, de precariedade”, o governante reforçou que, para a atual maioria, “subir o salário mínimo”, “recuperar os mínimos sociais que protegem os mais frágeis da pobreza”, “aumentar o rendimento das famílias”, “recuperar o emprego” ou “aumentar o investimento”, são marcas que apontam o caminho de “investir no futuro”.

Capa Edição Papel
 
EDIÇÃO Nº1413
Maio 2019