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31 Jul 2019

| diretora: Edite Estrela

EDIÇÃO DIGITAL DIÁRIA DO ÓRGÃO OFICIAL INFORMATIVO DO PARTIDO SOCIALISTA

Dois anos de Governo PS
Governo tem trazido estabilidade, mas é preciso mais consensos
AUTOR

Catarina Correia

DATA

24.11.2017

FOTOGRAFIA

jorge ferreira

Governo tem trazido estabilidade, mas é preciso mais consensos

Carlos César considerou ontem que os dois anos do Governo do Partido Socialista, apoiado pelos partidos de esquerda, que se assinalam no próximo domingo, trouxeram “muitos ensinamentos” através de “acordos inéditos” e de uma solução política que “tem garantido estabilidade”, permitindo a “recuperação de rendimentos” às famílias.

 

O líder parlamentar do PS defendeu que “o melhor Governo é o Governo do Partido Socialista”. E acrescentou: “Se o Partido Socialista obtiver maioria absoluta [nas legislativas de 2019], esse é que é o sucesso do PS, mas não o tendo, deve procurar uma solução que repita, em termos de estabilidade e progressos, aquilo que tem acontecido ao longo desta legislatura”.

Segundo o também presidente do PS “é muito importante o diálogo que o Partido Socialista tem com o Bloco de Esquerda e com o Partido Comunista”, no entanto frisou que o PS “não ignora” que o país “precisa de outros consensos e de consensos mais vastos”. “Não há pacto nacional só quando falamos de PS e PSD, mas também não há acordo no país nem plataforma suficiente quando falamos apenas do PS e dos partidos à sua esquerda”, disse.

Para Carlos César, devem ser procuradas as “zonas de consenso” que permitem “que a política portuguesa tenha mais estabilidade” e que, setor a setor, as políticas tenham mais previsibilidade, dando como exemplo as áreas da saúde e ambiental.

Percurso de melhoria de vida das pessoas é para continuar

O presidente da bancada socialista sublinhou que não existe qualquer “vestígio de instabilidade na vida política portuguesa que faça perigar a continuidade deste Governo”. Quanto aos momentos de tensão durante a discussão do Orçamento do Estado para 2018, Carlos César lembrou que são “naturais” e que decorrem das “grandes diferenças” entre PS, PCP, BE e PEV. “O que é fundamental entender é que nesta fase da vida política, social e económica, há áreas de confluência entre esses partidos que eles aproveitam para viabilizar neste projeto governativo”, sublinhou, defendendo que a aprovação do OE para 2018 é um “fortíssimo sinal” de estabilidade.

O líder parlamentar do Partido Socialista revelou que na segunda fase da legislatura o partido vai continuar “o percurso de melhoria dos rendimentos das pessoas” e também o “percurso de consolidação do crescimento económico”, que exigirá “a atenção às empresas”. “Não há outra combinação possível que não seja mais iniciativa, mais investimento ao lado de mais emprego e rendimento e, simultaneamente, boas contas públicas”, alertou, acrescentando que o projeto governativo tem tido “acolhimento europeu” e “sucesso” do ponto de vista económico e social.

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EDIÇÃO Nº1414
Agosto 2019