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20 Nov 2019

| diretora: Edite Estrela

EDIÇÃO DIGITAL DIÁRIA DO ÓRGÃO OFICIAL INFORMATIVO DO PARTIDO SOCIALISTA

Corte nas pensões
Governo está a enganar os portugueses
AUTOR

Rui Solano de Almeida

DATA

26.05.2015

FOTOGRAFIA

Jorge Ferreira

Governo está a enganar os portugueses

O PS não está disponível para subscrever cortes nas pensões, garantiu numa entrevista ao jornal “Público” João Galamba, criticando os partidos da coligação por estarem a fingir que nada decidiram quando já enviaram para Bruxelas o Programa de Estabilidade para 2015/2019 onde o Governo prevê um corte de 600 milhões de euros nas pensões.

 

João Galamba reiterou a posição do PS de rejeição a qualquer iniciativa que passe por cortar pensões, uma medida, como defendeu, que em “nada ajudaria à sustentabilidade da Segurança Social”, recordando que a proposta do PS não só “vai no sentido contrário”, como passa por investimento no emprego, desenvolvimento económico e no combate à precariedade.

O secretário nacional do PS acusa PSD e CDS de estarem a enganar os portugueses fazendo de conta que não há um documento do Governo, o Programa de Estabilidade, já enviado para Bruxelas, no qual o Executivo liderado por Passos Coelho e Paulo Portas prevê uma poupança de 600 milhões de euros em 2016 com uma reforma do sistema de pensões.

A este propósito João Galamba lembra as palavras da ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque, quando admitiu que o processo de garantia da sustentabilidade da Segurança Social “pode passar por reduções nas atuais pensões”.

Para o dirigente socialista esta posição da titular das Finanças vem provar o que há muito já se sabia: que o Governo “não tem nada de novo para dizer aos portugueses” e que a única medida com que podem contar vinda da coligação de direita, são “mais cortes nas pensões e salários”.

O deputado e dirigente socialista lembra que a causa do enorme rombo na Segurança Social nestes últimos anos de gestão governativa do PSD/CDS-PP foi a austeridade, o desemprego, a emigração, a queda brutal dos salários e a precariedade, que retiraram 8 mil milhões de euros ao sistema, um cenário que João Galamba garante que o PS quer inverter, apostando na diversificação das fontes de financiamento da Segurança Social.

AUTOR

Rui Solano de Almeida

DATA

26.05.2015

Capa Edição Papel
 
EDIÇÃO Nº1414
Agosto 2019