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18 Jun 2019

| diretora: Edite Estrela

EDIÇÃO DIGITAL DIÁRIA DO ÓRGÃO OFICIAL INFORMATIVO DO PARTIDO SOCIALISTA

Edite Estrela

Opinião

AUTOR

Maria Augusta Santos

DATA

20.07.2017

TÓPICOS

bibliotecas escolares: gerar e gerir aprendizagens…

Gerar aprendizagens e gerir aprendizagens cabe-nos a todos.

 

Talvez com graus de responsabilidade díspares. Mas seguramente complementares. Alunos, pais e encarregados de educação, escola, é a triangulação-base. É nesta triangulação que as aprendizagens começam e vão sendo geradas e geridas. E desde sempre centradas na necessidade de produzir saber, conhecimento, competência.

A literacia da leitura, dos media, da informação, é essencial no mundo de hoje - um mundo mediático, um mundo digital, um mundo em permanente revolução tecnológica, o que torna inquestionável o papel integrador e a transversalidade dessas literacias, as quais devem começar bem cedo e intensificar-se na fase escolar, abrangendo todos os níveis da escolaridade obrigatória, ou seja, a partir do nível pré-escolar até ao final do ensino secundário, na medida em as literacias são transversais a todas as disciplinas e currículos.

As bibliotecas escolares desempenham, nesta matéria, uma importância inquestionável. E a dinâmica das bibliotecas escolares constitui uma poderosa ferramenta na germinação de aprendizagens, no desenvolvimento das diversas literacias, na construção da cidadania e na formação de cidadãos críticos.

Para além de se centrarem no desenvolvimento da leitura e das literacias, as bibliotecas escolares também promovem atitudes e valores, tão essenciais ao sucesso dessas aprendizagens, assumindo-se como espaços de excelência imprescindíveis, e uma das chaves de organização, de estratégia e de sucesso escolar e educativo, donde emergem excelentes projetos pedagógicos. Para além disso, são verdadeiros espaços inclusivos, onde se concebem e aperfeiçoam aprendizagens cívicas, sociais e, mesmo, políticas.

Mas as bibliotecas escolares constituem, também, espaços privilegiados do trabalho colaborativo e das práticas colaborativas, envolvendo não só a comunidade escolar, mas toda a comunidade educativa. O Ministério da Educação, sensível à importância desta matéria, tem vindo a desenvolver um trabalho ativo e atento com a rede de bibliotecas escolares, integrando-as no papel fundamental que podem e devem ter na operacionalização do perfil do aluno, a sua participação nalguns aspetos da diversificação de instrumentos de avaliação, avocando-as como espaços da integração do currículo na área da cidadania. 

A dinâmica de cada biblioteca escolar é o rosto do(a) professor(a) bibliotecário(a), verdadeiro(a) “agente de mudança que conduz alunos numa aprendizagem progressiva, um gestor de aprendizagens e da articulação curricular e promotor do sucesso educativo. Um mediador de leitura que organiza o espaço e o tempo a dedicar à leitura” (Portaria nº 756/2009, de 14 julho).

O trabalho de integração e flexibilidade curricular permitirá que os referenciais do professor bibliotecário possam ser trazidos para dentro do currículo. Nesse sentido, o Ministério da Educação está a facultar aos Centros de Formação, formação para professores bibliotecários, mas, sobretudo, para pares, nomeadamente para diretores de turma, para que, em conjunto, possam planificar e trabalhar estas áreas da formação, do conhecimento e do saber, contribuindo, eficazmente, para uma efetiva gestão das aprendizagens.

Potenciar as bibliotecas escolares como agentes de mudança e espaços de informação, de educação e, também, de lazer, onde todos se assumam como parte ativa, é contribuir para que sejam cada vez mais intensamente assumidas como espaços onde se geram aprendizagens, porque são facilitadores do acesso a recursos de informação e tecnológicos, indispensáveis a uma efetiva promoção do sucesso escolar dos alunos.

AUTOR

Maria Augusta Santos

DATA

20.07.2017

TÓPICOS
Capa Edição Papel
 
EDIÇÃO Nº1413
Maio 2019