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31 Jul 2019

| diretora: Edite Estrela

EDIÇÃO DIGITAL DIÁRIA DO ÓRGÃO OFICIAL INFORMATIVO DO PARTIDO SOCIALISTA

Edite Estrela

Opinião

AUTOR

Gabriela Canavilhas

DATA

14.07.2017

TÓPICOS

Concelho com turismo? Sim. Concelho turístico? Não.

O maior património do concelho de Cascais, para além das suas gentes, é o seu Património Natural e Cultural. O mar, a serra, a orla costeira, o Parque Sintra-Cascais, o clima, as tradições. 

 

Acontece que o 5º maior município do País, que tem no turismo de excelência (Estoril) a sua marca centenária, não tem atualmente um Plano Estratégico para o Turismo de Cascais. Um documento orientador para esta área é fundamental em qualquer concelho, para enquadrar as politicas autárquicas para o turismo numa projeção de longo prazo, que inclua indicadores relativos a i) ambiente sustentável; ii) acessibilidades; iii) projeções demográficas; iv) redes e parcerias intermunicipais, entre outros parâmetros indispensáveis para uma avaliação responsável de crescimento sustentável. 

O justo equilíbrio entre os residentes e os visitantes é indispensável para o bem-estar de todos e para que Cascais continue a receber com distinção os seus visitantes. 

O justo equilíbrio entre a natureza, o ambiente e a pegada ecológica é obrigação de todos nós, mas, sobretudo, é um imperativo de uma gestão autárquica competente e responsável. 

A internacionalização de um concelho, de uma cidade ou vila, importa sobremaneira nos planos económico e cultural; a diversificação da oferta nos domínios dos negócios e lazer enriquece e alarga o espectro das oportunidades; a qualidade de um turismo alternativo (turismo de saúde, de natureza) e de produtos de economia criativa, potenciados pelo cosmopolitismo do tecido social de Cascais, têm que ser as marcas distintivas no turismo no concelho de Cascais. 

Ah, mas é preciso mais: é preciso Cultura. 

Há que retomar eventos culturais de prestígio internacional, como Festival de Cinema, Festival de Jazz, Festival Internacional de Música e criar uma Bienal Internacional de Artes; incluir nas temporadas culturais Teatro em inglês, com legendagem em português; manter, ao longo de todo o ano, uma programação cultural regular, com temporada própria e anunciada com antecedência, sem ser casuística e avulsa.

 

E, claro, investir em Arquitetura de referência, marcar o espaço público com ícones artísticos distintivos. 

Não há desenvolvimento sem ter a cultura como base.

AUTOR

Gabriela Canavilhas

DATA

14.07.2017

TÓPICOS
Capa Edição Papel
 
EDIÇÃO Nº1414
Agosto 2019