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22 Jul 2019

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Mário Centeno
Economia deve crescer acima dos 3% no segundo trimestre
AUTOR

Rui Solano de Almeida

DATA

25.05.2017

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European Union

Economia deve crescer acima dos 3% no segundo trimestre

O produto deverá crescer no segundo trimestre de 2017, em termos homólogos, “mais de 3%”, excedendo assim os 2,8% registados no primeiro trimestre, defendeu o ministro das Finanças, em entrevista à Reuters.

 

Segundo o responsável pela pasta das Finanças, tudo aponta agora para que no final deste ano o PIB português fique acima dos 2%, superando deste modo as próprias metas do Governo, que indicavam um crescimento da economia de 1,8% em 2017.

Para Mário Centeno é hoje pacífico afirmar que o crescimento da economia ficará acima dos 1,8% inicialmente previsto pelo Governo, referindo que este cenário resulta do facto de a economia “não estar a viver apenas de um trimestre de crescimento, mas por ter registado um desenvolvimento bastante forte desde o terceiro trimestre de 2016”.

Quanto ao recente anúncio da Comissão Europeia que propõe a saída de Portugal do Procedimento por Défices Excessivos (PDE), o ministro das Finanças, depois de considerar que esta decisão ajuda a repor a “credibilidade das instituições portuguesas”, não deixou contudo de referir que ela também resulta, em grande parte, do facto de o Governo português ter observado em 2016 os compromissos assumidos com a União Europeia e do êxito alcançado com a execução orçamental.

Quanto às agências de ‘rating’, Mário Centeno lamenta que continuem a penalizar o país por razões que não levam em conta os mais recentes “desenvolvimentos da economia portuguesa”, sobretudo os registados nos últimos meses, nomeadamente, como salientou, ao nível da “estabilização do sistema financeiro e da consolidação orçamental”.

Nesta entrevista à agência Reuters, o ministro das Finanças reafirmou a intenção já anunciada de Portugal antecipar o pagamento de10 mil milhões de euros ao Fundo Monetário Internacional de empréstimos concedidos aquando do resgate em 2011, garantindo que com este pagamento “não é posta em causa a almofada financeira” que o Governo utiliza na sua gestão da dívida pública, permitindo, isso sim, como salientou, “alargar a maturidade média da dívida e reduzir o custo médio do endividamento português”.

AUTOR

Rui Solano de Almeida

DATA

25.05.2017

Capa Edição Papel
 
EDIÇÃO Nº1413
Maio 2019