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31 Jul 2019

| diretora: Edite Estrela

EDIÇÃO DIGITAL DIÁRIA DO ÓRGÃO OFICIAL INFORMATIVO DO PARTIDO SOCIALISTA

Violência no namoro
Estratégia nacional de combate abrange 15 mil jovens

Estratégia nacional de combate abrange 15 mil jovens

O Governo socialista alocou 650 mil euros à execução de sete projetos de combate à violência no namoro, dirigidos a mais de 15 mil jovens em todo o país e que entretanto já se estrearam no terreno.

 

Na apresentação de um estudo realizado pela União de Mulheres Alternativa e Resposta (UMAR) sobre este tema, no Porto, a secretária de Estado para a Cidadania e Igualdade, Catarina Marcelino, frisou ser imperativo “ir mais longe” e “ter campanhas de divulgação que sejam impactantes, pensadas de jovens para jovens, que permitam combater este flagelo”.

Em paralelo, o Executivo liderado por António Costa lançou uma linha de financiamento para apoiar projetos de federações e associações de estudantes dedicados a esta área. Esta linha prevê atribuir a cada projeto candidato um máximo de 5 mil euros, no valor total de 50 mil euros.

A referida linha de financiamento insere-se numa campanha mais global lançada em setembro, intitulada “Mudar de Curso”, que teve como primeira fase a divulgação de um vídeo sobre violência no namoro nas festas promovidas pelas associações e federações académicas.

No âmbito desta mesma campanha, estão a ser espalhados cartazes com imagens e mensagens em todas as cidades do país que tenham universidades e politécnicos.

 

Estratégia para cidadania

Segundo destacou a secretária de Estado Catarina Marcelino, “o Governo está ainda a investir numa estratégia nacional para a cidadania, do pré-escolar ao 12.º ano, um projeto que será apresentado em breve, e que entrará nas salas de aula das escolas públicas no próximo ano letivo.

Frisando que “a grande aposta é na prevenção e na consciencialização para um combate eficaz à violência no namoro”, a governante apontou para as estatísticas “negras” nesta área.

O estudo apresentado pela UMAR revela, de resto, que um em cada quatro jovens considera normal ou aceitável um conjunto de comportamentos que se integram no padrão da violência de género e da violência doméstica.

“Temos de ter consciência que precisamos de prevenir, para que os jovens compreendam que não podem ter esses atos”, defendeu Catarina Marcelino.

A UMAR também apresentou, pela primeira vez, dados sobre violência através das redes sociais, com 11% dos inquiridos a revelar já ter sido atingido por esta forma de violência nos relacionamentos.

A este propósito, a secretária de Estado para a Cidadania e Igualdade sublinhou que esta nova área merece preocupação, lembrando tratar-se de “atos de violência que ficam registados e se perpetuam no tempo”.

Recorde-se que, na lei portuguesa, a violência no namoro é crime, estando enquadrada no âmbito da violência doméstica.

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EDIÇÃO Nº1414
Agosto 2019