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21 Nov 2019

| diretora: Edite Estrela

EDIÇÃO DIGITAL DIÁRIA DO ÓRGÃO OFICIAL INFORMATIVO DO PARTIDO SOCIALISTA

Mário Centeno
CGD tem provado a importância de se manter como banco público
AUTOR

Rui Solano de Almeida

DATA

18.01.2017

FOTOGRAFIA

Jorge Ferreira

CGD tem provado a importância de se manter como banco público

A Caixa Geral de Depósitos (CGD) provou nos últimos anos o seu papel de “âncora” na estabilidade do sistema financeiro português e a importância que teve na manutenção da confiança dos depositantes e no financiamento à economia, defendeu hoje o ministro Mário Centeno, durante a sua audição no Parlamento, na Comissão de Orçamento, Finanças e Modernização Administrativa.

 

Para o ministro das Finanças, o papel destacado que a CGD assumiu, nos últimos anos, sobretudo durante o período marcado pela grave crise económica e financeira internacional, que atravessou Portugal de forma indelével, veio mostrar, de “forma clara”, a importância de se ter mantido como banco público, mostrando ser uma instituição de “referência e de confiança”, que recebe depósitos e que tem “desempenhado um importante papel no crédito”, estimulando, como acrescentou, o “crescimento português”.

Cenários que tornam ainda mais clara, segundo Mário Centeno, a necessidade de o sistema financeiro português dispor de um banco público, lembrando que a manutenção da CGD 100% pública é uma deliberação “inscrita no programa do Governo”, que tem vindo a trabalhar no sentido da sua “reestruturação e da aprovação de um novo plano de capitalização”, sem nunca esquecer, como referiu, “a sua função pública e bancária”.

Lembrando que a CGD “atua em regime de concorrência”, interna e internacionalmente, o ministro das Finanças sublinhou que é nesta perspetiva que se deve olhar para o atual processo de capitalização “muito desafiante” que era preciso enfrentar, sem negligenciar, como realçou, o “ambiente regulatório que é cada vez mais exigente”.

 

Posse da nova equipa está por dias

Quanto à fase de transição entre a saída do anterior gestor, António Domingues e a entrada em funções do próximo presidente da Caixa Geral de Depósitos, Paulo Macedo, o ministro das Finanças avisou os mais desatentos de que “não houve qualquer vazio” de poder no banco, assumindo que os processos que estão a decorrer “não criam nem criaram nenhum vazio de poder” na administração da instituição, sustentando que tal nem seria permitido “pelos reguladores e pelos supervisores”.

O processo de transição, segundo Mário Centeno, “está a decorrer “numa fase muito avançada”, garantindo que “nos próximos dias” o Conselho de Administração tomará posse, uma garantia que também já foi dada, como adiantou, pelo Banco Central Europeu, assegurando que “tudo está a avançar muito bem”.

 

AUTOR

Rui Solano de Almeida

DATA

18.01.2017

Capa Edição Papel
 
EDIÇÃO Nº1414
Agosto 2019