1004

17 Jun 2019

| diretora: Edite Estrela

EDIÇÃO DIGITAL DIÁRIA DO ÓRGÃO OFICIAL INFORMATIVO DO PARTIDO SOCIALISTA

Debate quinzenal
PSD e CDS continuam desastrados a lançar prognósticos na oposição
AUTOR

Catarina Correia

DATA

14.10.2016

FOTOGRAFIA

Jorge Ferreira

PSD e CDS continuam desastrados a lançar prognósticos na oposição

O Partido Socialista atacou hoje, durante o debate quinzenal no Parlamento com a presença do primeiro-ministro, os partidos de oposição, elegendo as três maiores derrotas da direita.

 

O deputado João Paulo Correia considerou que a primeira grande derrota dos partidos da oposição foi o ataque cerrado ao Orçamento do Estado para 2016, tendo votado contra o documento, convencidos que a Comissão Europeia chumbaria a proposta: “A direita tinha acabado de radicalizar posições”.

“Foi o início da estratégia de desresponsabilização e do anúncio de desgraças que nunca se vieram a concretizar”, declarou.

João Paulo Correia considerou que a “desresponsabilização do PSD chegou ao ponto de se demitir de apresentar qualquer proposta de alteração ao Orçamento”, tendo feito tudo “para agitar os mercados e as agências de rating contra o Governo”.

No entanto, sublinhou, “apesar das mentiras e dos ataques irresponsáveis, o Orçamento para 2016 mereceu a confiança da Comissão Europeia”.

“A segunda grande derrota da direita foi o programa de estabilidade”, quando PSD e CDS pediam permanentemente “um plano” e insistiam “com a necessidade de medidas adicionais, que mais não eram que o desejo da direita em fazer regressar o país às políticas da austeridade violenta”, lembrou.

Já os resultados positivos da governação atual são a “terceira grande derrota do PSD e CDS”, apontou.

“A direita vivia convencida que este Orçamento não levaria ao cumprimento das metas orçamentais, que não levaria à descida do desemprego, que não levaria à criação de emprego e que não garantia a sustentabilidade da Segurança Social”, afirmou.

Ora, o Governo está “a provar que é possível conciliar uma política de devolução de rendimentos, de diminuição da carga fiscal, de maior justiça fiscal e de maior justiça social com boas contas públicas”, salientou.

João Paulo Correia garantiu que “Portugal sairá do procedimento por défice excessivo, o que será a verdadeira saída limpa”, acrescentando que “PSD e CDS falharam todas as metas quando eram Governo, mas continuam desastrados sempre que lançam prognósticos na oposição”.

A deputada socialista Susana Amador também criticou o anterior Governo, acusando-o de ter aplicado à educação “uma visão ajustada à estratégia de empobrecimento assente em baixos salários e na desvalorização das qualificações” [vídeo].

“A Educação não foi, de facto, uma prioridade para a direita, ao invés, foi um dos setores em que mais desinvestiu, indo além da troica”, atacou Susana Amador, sublinhando que o atual Governo apoiado pelos partidos da esquerda “está totalmente mobilizado na aposta numa escola pública de qualidade e no sucesso escolar de todos os alunos”.

AUTOR

Catarina Correia

DATA

14.10.2016

Capa Edição Papel
 
EDIÇÃO Nº1413
Maio 2019