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19 Jul 2019

| diretora: Edite Estrela

EDIÇÃO DIGITAL DIÁRIA DO ÓRGÃO OFICIAL INFORMATIVO DO PARTIDO SOCIALISTA

Refugiados
Europa deve fazer mais para acolher quem dela precisa
AUTOR

Mary Rodrigues

DATA

04.10.2016

FOTOGRAFIA

DR

Europa deve fazer mais para acolher quem dela precisa

É imperativo que a União Europeia faça mais para acolher os refugiados de conflitos. Este ponto comum foi sublinhado pelo primeiro-ministro, António Costa, e o seu homólogo sueco Stefan Lövfen, depois da reunião que mantiveram para discutir as relações bilaterais.

 

Os dois governantes falaram em Estocolmo também sobre a União Europeia, incluindo as consequências da saída do Reino Unido, os esforços para construir uma Europa mais social, e as migrações.

Na conferência de Imprensa conjunta, António Costa destacou o “excelente exemplo” da Suécia no acolhimento dos refugiados que procuram a Europa, lamentando que outros países se recusem a cumprir aquilo que foi acordado, nomeadamente no Conselho Europeu de 18 de março, em termos de repartição do esforço no acolhimento de refugiados, que é um dever da União Europeia e de todos os seus membros.

Sobre o referendo realizado no dia 2 de outubro na Hungria a propósito das quotas para acolher refugiados, o líder do Executivo português considerou ser “positivo que o referendo não tenha tido o resultado esperado, porque a resposta para a questão dos refugiados não é fecharmos fronteiras”.

 

UE tem de assumir responsabilidades partilhadas

Mas a resposta também “não é pôr em causa aquilo que é a liberdade de movimento dentro do espaço europeu, nem é a União Europeia não assumir as suas responsabilidades de proteção internacional a quem dela carece”, pontualizou António Costa, para de seguida acrescentar que a solução passa por “assumir responsabilidade de forma partilhada”.

E sublinhou ser “particularmente injusto” que países como a Suécia estejam a suportar um peso excessivo no acolhimento de refugiados porque outros países se recusam a cumprir aquilo que foi comummente acordado entre todos, de repartição deste esforço”.

O primeiro-ministro lembrou também que Portugal propôs e se dispôs a acolher mais refugiados além da quota atribuída pela UE, numa base bilateral, com países como a Suécia.

Já Stefan Lövfen salientou os “pontos de vista semelhantes” entre Portugal e a Suécia sobre a necessidade de uma “responsabilidade partilhada” no seio da União para acolhimento de refugiados e na criação de um verdadeiro sistema europeu comum de asilo.

 

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EDIÇÃO Nº1413
Maio 2019