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18 Jul 2018

| diretora: Edite Estrela

EDIÇÃO DIGITAL DIÁRIA DO ÓRGÃO OFICIAL INFORMATIVO DO PARTIDO SOCIALISTA

Jogos Paralímpicos
António Costa convoca esforço conjunto contra preconceito
AUTOR

Mary Rodrigues

DATA

08.09.2016

FOTOGRAFIA

DR

António Costa convoca esforço conjunto contra preconceito

Ao defender que uma sociedade inclusiva é aquela em que “todos possam viver e realizar-se plenamente”, o primeiro-ministro afirmou que “os Jogos Paralímpicos são o maior desafio que se coloca à humanidade”.

 

No terceiro dia da sua visita oficial ao Brasil, António Costa, antes de participar na cerimónia de abertura dos referidos jogos, declarou que as Paraolimpíadas não são apenas uma oportunidade de superação pessoal.

É um momento de “nos superarmos como comunidade relativamente ao preconceito e ao trabalho que temos de fazer para termos uma sociedade inclusiva”, disse.

Quanto ao aspeto desportivo, o líder do Governo considerou que os Jogos Paralímpicos são “competições da mais alta importância e em que Portugal estará presente com 37 atletas em sete diferentes modalidades”.

O primeiro-Ministro esteve presente na cerimónia de abertura dos Jogos Paralímpicos acompanhado pelos secretários de Estado da Inclusão das Pessoas com Deficiência, Ana Sofia Antunes, e do Desporto e Juventude, João Paulo Rebelo, tendo a delegação governamental portuguesa participado também na receção que o Presidente do Brasil ofereceu a todas as delegações oficiais presentes.

 

A lusofonia como ponte transatlântica

Antes, António Costa visitara o Real Gabinete Português de Leitura do Rio de Janeiro, instituição fundada em 1837 por membros da comunidade portuguesa, cuja biblioteca conta com 300 mil livros, parte dos quais com elevada importância histórica.

Na ocasião, o primeiro-ministro garantiu que o Governo de Portugal “tudo fará para preservar a continuidade e perenidade” do Real Gabinete.

“Estou aqui num símbolo da maior importância da cultura e da língua portuguesa. É a grande ponte que une a pátria portuguesa ao Brasil. Para o Estado português, é um dever reconhecer aquilo que foi este contributo único da comunidade portuguesa no Rio de Janeiro, que fez esta doação ao Brasil”, frisou, adiantando que o Governo está atualmente a analisar a sua colaboração com o Real Gabinete Português de Leitura, que necessita de obras de restauro e preservação.

António Costa disse também que a melhor forma de homenagear a comunidade portuguesa do Rio de Janeiro “é o Estado português assumir as suas responsabilidades em relação à continuidade e perenidade de uma instituição que tanto tem feito pela cultura da língua portuguesa”.

Capa Edição Papel
 
EDIÇÃO Nº1411
Maio 2018