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17 Jun 2019

| diretora: Edite Estrela

EDIÇÃO DIGITAL DIÁRIA DO ÓRGÃO OFICIAL INFORMATIVO DO PARTIDO SOCIALISTA

António Costa
Portugal não pode estar numa posição de submissão na Europa
AUTOR

J. C. Castelo Branco

DATA

06.06.2016

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Portugal não pode estar numa posição de submissão na Europa

O Secretário-geral do PS defendeu uma postura leal e construtiva na Europa, sem embarcar em bravatas nem estar numa posição de submissão, frisando ainda que é preciso “dizer basta à deriva neoliberal” na União Europeia (UE).

 

“Bem sei que por vezes é difícil ser socialista no quadro da União Europeia, mas há uma coisa sobre a qual não tenho a menor das dúvidas: é que fora do quadro da União Europeia é impossível ser socialista”, afirmou António Costa, que dedicou grande parte do seu discurso de encerramento do 21º Congresso do PS aos desafios que se colocam a Portugal no quadro europeu.

Segundo sublinhou o líder do PS, só através da União Europeia se pode fazer face aos grandes desafios que se colocam à Humanidade e ao desenvolvimento de Portugal.

E isto porque, defendeu, “não é possível regular as alterações climáticas, regular o comércio internacional, combater o terrorismo, procurar ter um sistema de justiça fiscal que não seja assente nas ‘offshores' e no dumping fiscal se não tivermos União Europeia a sério, forte, e com a participação de Portugal”.

António Costa defendeu que Portugal só pode “estar de uma forma leal e construtiva sem embarcar em bravatas nem estar numa posição de submissão. Nós somos iguais entre iguais”, afirmou António Costa.

“Sou o primeiro a concordar que a França é a França. E Portugal é Portugal”, disse, acrescentando que o país está na primeira linha do combate ao terrorismo e da defesa do digno acolhimento aos refugiados.

 

Sanções seriam injustas e imorais

Sobre a possibilidade de a União Europeia aplicar sanções a Portugal por défice excessivo, o líder do PS considerou que seria “absurdo, injusto e imoral” as instituições europeias, depois de “tanto elogiarem as políticas do anterior Governo, pretenderem agora castigar as políticas antes seguidas”.

Nesse sentido, apelou para que seja aprovada por todas as forças políticas a resolução anunciada pelo PS no Parlamento sobre essa matéria.

António Costa, que ao longo do seu discurso teceu fortes críticas ao rumo da Europa, nomeadamente à sua deriva neoliberal, sustentou que “é afirmando uma alternativa e não capitulando perante o neoliberalismo” que se defende a União Europa”.

AUTOR

J. C. Castelo Branco

DATA

06.06.2016

Capa Edição Papel
 
EDIÇÃO Nº1413
Maio 2019