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19 Jun 2019

| diretora: Edite Estrela

EDIÇÃO DIGITAL DIÁRIA DO ÓRGÃO OFICIAL INFORMATIVO DO PARTIDO SOCIALISTA

Edite Estrela

Opinião

AUTOR

Carlos Zorrinho

DATA

16.05.2016

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Visão Global

No próximo dias 16,17 e 18 de Maio a Assembleia da República recebe a Assembleia Parlamentar EUROLAT, reunindo mais de uma centena de deputados em representação do Parlamento Europeu e dos  Parlamentos Latino – Americanos.

 

 Esta cimeira parlamentar,  onde serão  debatidos temas de grande atualidade, ocorre imediatamente depois de  terem sido reatadas as negociações entre a União Europeia e os Países do Mercosul (Brasil, Argentina, Uruguai, Paraguai e Venezuela) visando a celebração de um acordo comercial. Este reatar de negociações, na qual os eurodeputados socialistas se empenharam fortemente, ocorre após um interregno de 17 anos, e abrem uma janela de oportunidade para um novo relacionamento entre a Europa e o Atlântico Sul.

Em Portugal e em muitos países  europeus  temos vindo a assistir ao crescendo duma posição paradoxal, que por um lado verbera e com razão a globalização desregulada, mas por outro lado se opõe ao potencial regulador dos acordos internacionais.  Esta posição, que se pode compreender se  defendida pela  direita nacionalista e protecionista, é profundamente contrária aos valores cosmopolitas e progressistas da esquerda moderna.

Por pressão e conquista dos socialistas europeus, os novos tratados internacionais  da UE são objecto de arbitragem pública. Por outro lado, os mandatos negociais da Comissão Europeia incluem as linhas vermelhas da sustentabilidade do planeta e do respeito pelo direitos políticos e sociais do povos. Sem o respeito por esse mandato nenhum acordo será aprovado pelo Parlamento Europeu. Faz por isso sentido uma vigilância democrática acrescida sobre os processos negociais, como os socialistas têm exigido, mas não uma oposição de princípio a esses processos  por quem pugna por um mundo melhor e mais solidário.

Lisboa é ua cidade historicamente associada a momentos de resposta a grandes desafios que exigiram determinação e visão global. Foi assim nas descobertas, na definição da estratégia europeia para a competitividade no transição do milénio (Estratégia de Lisboa), ou na consolidação da União Europeia (Tratado de Lisboa). Com a Cimeira da Eurolat, realizada num tempo tão desafiante para a UE e para a América Latina, a nossa capital é de novo convocada para ser espaço de diálogo e progresso. Que entre outros avanços, se reforce o compromisso pela concretização de um bom acordo comercial entre a UE e o Mercosul, é não apenas possível como desejável.

 

AUTOR

Carlos Zorrinho

DATA

16.05.2016

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EDIÇÃO Nº1413
Maio 2019