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17 Set 2019

| diretora: Edite Estrela

EDIÇÃO DIGITAL DIÁRIA DO ÓRGÃO OFICIAL INFORMATIVO DO PARTIDO SOCIALISTA

Pedro Marques
Economia tem espaço para acomodar aumento do salário mínimo
AUTOR

Rui Solano de Almeida

DATA

19.04.2016

FOTOGRAFIA

Jorge Ferreira

Economia tem espaço para acomodar aumento do salário mínimo

O ministro Pedro Marques afirmou hoje que o Governo vai provar uma vez mais a Bruxelas que o aumento do salário mínimo nacional não afeta as perspetivas de emprego e de competitividade.

 

Segundo o titular da pasta do Planeamento e das Infraestruturas, a economia portuguesa tem “espaço” e “flexibilidade” para aumentar o salário mínimo nacional, garantindo que o Governo vai avançar em breve com dados estatísticos para provar a Bruxelas que a economia tem, ao nível da política de salários, “as margens de adaptabilidade” que permite que tanto o salário individual, nas empresas, como o salário mínimo nacional “façam o seu caminho”.

Pedro Marques, que falava hoje em Matosinhos, à margem de uma sessão sobre a capitalização de empresas que decorreu na Associação Empresarial de Portugal, garantiu que o Governo vai “tentar demonstrar com informação estatística” a Comissão Europeia das razões que levaram Portugal a aumentar o seu salário mínimo nacional de 505 para 530 euros, justificando o ministro que a “competitividade dos baixos salários não deu resultado”, sendo ainda que este acréscimo de rendimento constitui uma “medida de eficaz combate à pobreza”.

Depois de reafirmar que o Governo português tudo fará para qualificar os recursos humanos, capitalizar as empresas, aumentar a inovação, bem como valorizar os salários e o trabalho, Pedro Marques defendeu que não é por se ter aumentado o salário mínimo nacional que a economia deixará de ter “espaço ou margem de flexibilidade para permanecer competitiva”.

Fazendo questão de realçar que o Governo liderado por António Costa tem sobre esta matéria uma opinião diferente da defendida por Bruxelas, Pedro Marques garantiu que o Executivo “tem o propósito de continuar a aumentar o salário mínimo nacional”, recordando que foi a própria Comissão Europeia que não há muito tempo veio reconhecer ter havido em Portugal um aumento da pobreza entre os trabalhadores.

Com efeito, salientou ainda o titular da pasta do Planeamento e das Infraestruturas, a percentagem de pessoas que trabalham e que permanecem em risco de pobreza “é hoje mais elevada”, justificando-se por isso, como sustentou, que o aumento do salário mínimo tenha constituído uma medida importante para a “coesão social no país e para o combate à pobreza”.

AUTOR

Rui Solano de Almeida

DATA

19.04.2016

Capa Edição Papel
 
EDIÇÃO Nº1414
Agosto 2019