1068

17 Out 2019

| diretora: Edite Estrela

EDIÇÃO DIGITAL DIÁRIA DO ÓRGÃO OFICIAL INFORMATIVO DO PARTIDO SOCIALISTA

Portugal/Grécia
Declaração conjunta
AUTOR

Mary Rodrigues

DATA

11.04.2016

FOTOGRAFIA

DR

Declaração conjunta

Portugal e Grécia criticam as consequências das políticas de austeridade na União Europeia e comprometem-se a cooperar em diversas áreas, sobretudo na resposta à crise migratória, na sequência da assinatura, em Atenas, de uma declaração conjunta entre os primeiros-ministros António Costa e Alexis Tsipras.

 

No documento, os governantes português e grego consideram que as políticas de austeridade adotadas no contexto da UE contribuíram para “deprimir as economias e dividir as sociedades” nos Estados-membros onde foram aplicadas, além de terem gerado “altos níveis de desemprego” e de “pobreza”.

Em relação ao fenómeno dos refugiados, os chefes de Governo de Portugal e da Grécia salientam na declaração conjunta que a Europa enfrenta um “enorme desafio” e que ambos os países “vão cooperar para fazer com que a União Europeia dê os passos necessários para a implementação de uma política migratória efetiva nas suas fronteiras externas”.

Nesta declaração conjunta é deixada uma crítica às conceções favoráveis à construção de muros e barreiras, unilateralmente, por parte de países europeus, até porque os primeiros-ministros de Portugal e da Grécia defendem que a Europa assuma uma política “solidária e humana” na gestão dos fluxos migratórios, devendo manter-se aberta aos cidadãos que a procuram e precisam de proteção internacional, substituindo “as perigosas rotas irregulares de migração” por vias legais de acolhimento a pessoas que fogem de zonas em conflito militar, caso especial da Síria.

Além da importância de acelerar os processos de recolocação de refugiados que chegam à Grécia e à Itália, António Costa e Alexis Tsipras referem-se também ao fenómeno da imigração económica, defendendo que a União Europeia, “ao mesmo tempo, encete esforços para estabilizar os acordos de readmissão com os países de origem”.

No mesmo documento, os dois primeiros-ministros condenam o terrorismo e mostram-se disponíveis para cooperar ao nível de uma política externa de segurança comum.

Capa Edição Papel
 
EDIÇÃO Nº1414
Agosto 2019