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17 Out 2019

| diretora: Edite Estrela

EDIÇÃO DIGITAL DIÁRIA DO ÓRGÃO OFICIAL INFORMATIVO DO PARTIDO SOCIALISTA

Relatório da Cáritas
Pobreza aumentou entre os trabalhadores
AUTOR

J. C. C. B.

DATA

03.03.2016

FOTOGRAFIA

Partido Socialista

Pobreza aumentou entre os trabalhadores

Mesmo tendo um emprego, os cidadãos podem encontrar-se numa situação de pobreza, sem condições para ter uma vida digna. Uma situação que se agravou nos últimos anos. Esta uma das conclusões do relatório apresentado hoje em Lisboa sobre Portugal pela Caritas Europa. 

 

A Cáritas Europa considera, neste documento, ser “importante enfatizar que a pobreza no trabalho se tornou um problema transversal às pessoas das mais variadas habilitações e idades”.

O documento sobre Portugal retoma os dados da Comissão Europeia (Eurostat) e do INE já publicados. Lembrando por exemplo que a pobreza dos trabalhadores aumentou de 9,7% para 10,5% entre 2010 e 2013; que mais de 42% das pessoas desempregadas não conseguiam, em 2013, assegurar o pagamento imediato de bens necessários; ou ainda que o risco de pobreza subiu entre 2012 e 2013, porque o número de casais desempregados aumentou exponencialmente, ao passar de 1530 para 12.065 em apenas três anos (entre 2010 e 2013).

Pessoas da classe média desempregadas há mais de cinco anos; pessoas com trabalho mas a ganhar menos do que precisam; jovens com muita pouca ou nenhuma perspetiva de futuro nas zonas rurais. Nestes casos, mesmo passado o pior da crise, é fácil resvalar para a “armadilha da pobreza”, como refere o secretário-geral da Cáritas Europa, Jorge Mayer. 

O relatório refere também que o desemprego de longa duração, que já existia, atinge agora mais gente e de uma forma mais profunda. Um fenómeno que está a colocar as famílias de classe média numa situação mais frágil, caindo na pobreza. 

Jorge Mayer enfatiza que estes dados demonstram a necessidade de uma nova estratégia de combate à pobreza, que retome as políticas de proteção social. 

E sobretudo, acrescenta, que se dedique especial atenção não apenas aos impactos sociais associados ao flagelo do desemprego, mas também ao crescente risco de pobreza entre os trabalhadores no ativo.

O aumento do salário mínimo nacional, que este ano abrangerá 650 mil trabalhadores, e a proposta de um complemento salarial anual, para proteger os trabalhadores com mais baixos rendimentos, propostas socialistas para a recuperação de rendimentos dos portugueses, serão um sinal positivo nesse sentido.

 

AUTOR

J. C. C. B.

DATA

03.03.2016

Capa Edição Papel
 
EDIÇÃO Nº1414
Agosto 2019