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11 Dez 2019

| diretora: Edite Estrela

EDIÇÃO DIGITAL DIÁRIA DO ÓRGÃO OFICIAL INFORMATIVO DO PARTIDO SOCIALISTA

Manuel Caldeira Cabral
Competitividade passa por inverter modelo de cortes nos rendimentos dos trabalhadores
AUTOR

Rui Solano de Almeida

DATA

19.02.2016

FOTOGRAFIA

Partido Socialista

Competitividade passa por inverter modelo de cortes nos rendimentos dos trabalhadores

Nos últimos quatro anos a competitividade da economia portuguesa desenvolveu-se centrada nos cortes de salários e rendimentos dos trabalhadores. Inverter este modelo apoiando a capitalização e a internacionalização das empresas portuguesas é agora a tarefa a que se propõe o Governo liderado por António Costa.

 

O ministro da Economia reuniu-se ontem com os parceiros sociais para lhes transmitir que o paradigma do Executivo socialista, tendo em vista a modernização das empresas e a sua capitalização, já não passará pelo modelo seguido pela direita PSD/CDS de aposta nos baixos salários, mas por novas medidas que visam melhorar e fortalecer a competitividade das empresas.

Falando à saída do Conselho Económico e Social (CES), Manuel Caldeira Cabral salientou que esta primeira reunião com as confederações sindicais e patronais serviu para abordar “medidas concretas” tendo em vista a capitalização das empresas e a concretização de um novo modelo que lhes permita uma aposta sustentada quer em matéria de inovação, quer na internacionalização. 

O titular da pasta da Economia realçou que neste encontro, para além das propostas do Governo, foi importante ouvir o contributo dos parceiros sociais sobre a forma de melhorar as políticas económicas, tornando-as “mais objetivas” e mais de acordo com as suas necessidades, não deixando de nomear um conjunto de instrumentos que o seu ministério vai colocar ao dispor das empresas. 

 

Melhorar a competitividade das empresas

De entre as medidas anunciadas pelo ministro Manuel Caldeira Cabral, destaque para o lançamento de fundos de capitalização, de linhas de crédito de garantia mútua, de fundos de capital reversível e de fundos de capital de risco, entre outras iniciativas, que estão contempladas num documento que hoje foi apresentado e entregue aos parceiros sociais.

Segundo o ministro da Economia, estas novas fontes de financiamento para as empresas constituem uma excelente alternativa ao habitual recurso ao crédito bancário, permitindo-lhes a opção de poderem recorrer à Instituição Financeira de Desenvolvimento (IFD), o Banco de Fomento, lançado pelo anterior executivo, mas que só agora com o Governo do PS iniciará funções.

Segundo Manuel Caldeira Cabral a ideia é que as empresas possam reduzir o seu nível de endividamento junto da banca, capitalizando-se e investindo com capitais disponíveis, gerindo o crédito que contraíram na banca comercial mais na lógica de alimentar a sua atividade corrente.

AUTOR

Rui Solano de Almeida

DATA

19.02.2016

Capa Edição Papel
 
EDIÇÃO Nº1414
Agosto 2019