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17 Set 2019

| diretora: Edite Estrela

EDIÇÃO DIGITAL DIÁRIA DO ÓRGÃO OFICIAL INFORMATIVO DO PARTIDO SOCIALISTA

trabalhar com rigor
alternativa de confiança
AUTOR

PS

DATA

05.08.2015

FOTOGRAFIA

PS

alternativa de confiança

Em primeiro lugar, estabeleçamos uma definição consensual: a de que ser despesista é fazer crescer a despesa corrente mais do que o PIB do país.

O primeiro gráfico apresenta a evolução da despesa corrente em percentagem do PIB desde 2001. A evolução é eloquente:

  • No período entre 2001 e 2005, a despesa corrente sobe 3.6 p.p. do PIB.
  • Os primeiros anos de Governo PS, antes da crise internacional, estabilizam esta evolução. Não existe qualquer despesismo, havendo mesmo um ligeiro ajustamento orçamental.
  • No período seguinte acontece “apenas” a maior crise internacional dos últimos 80 anos - que aliás já afeta parte da evolução em 2008. As despesas correntes sobem 4.1 p.p. do PIB. Mas Portugal foi um caso único? Já veremos que não.
  • Chega então ao Governo a coligação PSD/CDS. E eis que se atinge o máximo histórico neste indicador. Ficamos esclarecidos sobre o mito do despesismo.
  • O cenário macroeconómico elaborado por uma equipa de economistas coordenada pelo prof. Mário Centeno, e que serviu de base para o Programa Eleitoral do Partido Socialista, traça uma trajetória clara, acomodando o impacto estudado das medidas proposta pelo PS, de descida continuada do peso da despesa corrente no PIB.

Existe, de facto, um enorme mito urbano sobre quem é despesista.

 

 

Vejamos agora o que aconteceu nos restantes países europeus no período mais recente:

• Na resposta à crise internacional, entre 2007 a 2009, a despesa corrente em percentagem do PIB cresceu, em média, 4.7 p.p. na área do Euro 11 - os países fundadores sem o Luxemburgo. Mais do que cresceu em Portugal (4.5 p.p.). Na Grécia, na Irlanda e em Espanha a subida média foi de 8.7 p.p., quase o dobro do que sucedeu em Portugal.

• Agora vejamos o que sucedeu durante o período de ajustamento. Nos países que estiveram sujeitos a um programa de ajustamento, a despesa corrente cai 4.3 p.p. Em Portuga caiu apenas 0.2 p.p.

Não há nenhum milagre. Apenas incompetência e punição inconsequente. Não se fez nenhuma reforma da despesa pública. Hoje pagamos mais por um serviço pior.

Uma vez mais, estamos em presença de um enorme mito urbano sobre o despesismo.

 

 

 

O PS sabe que é possível fazer diferente. Trabalhando com rigor e competência.

 

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EDIÇÃO Nº1414
Agosto 2019